Os eclipses solares totais acontecem aproximadamente a cada 18 meses em algum lugar da Terra. Eles acontecem desde que os humanos existem. As pessoas observaram a lua deslizar entre o sol e o nosso planeta. Eles bloquearam o brilho. Eles revelaram as camadas externas rodopiantes do Sol.

Nós documentamos isso. Sempre fizemos isso.

O registro escrito mais antigo vem da China no século 13 aC. Os escribas escreveram que o sol havia sido “comido”.

Esta não é apenas uma mitologia antiga. São dados. Os pesquisadores usam esses textos para rastrear como os eclipses mudam ao longo dos séculos. E como os humanos também mudam. Veja este petróglifo esculpido pelos primeiros Pueblo no Novo México. Provavelmente representa o eclipse de 11 de julho de 1097. Vê os redemoinhos? Essa é a coroa. Parece nada mais. Só aparece quando a lua esconde o disco solar principal.

Por que precisamos saber como ver eclipses solares com segurança?

Avancemos para o final do século XVII. A arte se torna ciência. Uma aquarela mostra missionários franceses com o rei Narai do Sião em abril de 1688. Observe o que eles estão fazendo. Eles não estão olhando para o sol. Isso os cegaria.

Eles usam o método de projeção. A luz passa por um telescópio. Ele atinge uma tela. Eles observam a sombra, não a estrela. Você pode fazer isso hoje. Use uma câmera pinhole. Ou observe as lacunas entre as folhas no chão. Funciona.

Quais primeiros esboços provaram que a coroa pertence ao sol?

À medida que a ciência se tornou profissional, o mesmo aconteceu com os esboços. O astrônomo José Joaquín de Ferrer desenhou o eclipse sobre Nova York em 16 de junho de 1806. Ele deu nome à camada mais externa. A corona.

Ele teve uma ideia. Um radical para a época. A corona não faz parte da lua. Faz parte do sol. Sua prova? O tamanho. Ele o esboçou estendendo-se até 20 vezes a largura do disco principal do Sol. Grande demais para ser lunar.

Como foi tirada a primeira foto de eclipse cientificamente útil?

A fotografia mudou tudo. Antes eram linhas no papel. Depois veio Julius Berkowski. Em 28 de julho de 1851, no Observatório Real de Königsburg, na Prússia, ele tirou a primeira foto detalhada.

Ele conectou um pequeno telescópio a um heliômetro. Esta é uma ferramenta especializada para medir o sol. Uma exposição de 84 segundos. Daguerreótipo. Olhe atentamente. A coroa é visível. O mesmo ocorre com as erupções que explodem da borda do Sol sobre a Lua.

Outros seguiram. William e Frederick Langenheim tentaram na Filadélfia em 26 de maio de 1854. Sem heliômetro. Sem ferramentas sofisticadas. Apenas pequenas câmeras. O maior daguerreótipo que fizeram tinha 7,2 centímetros de altura. Pequeno. Mas claro o suficiente.

Esta foto provou que Einstein estava certo sobre a gravidade?

Alguns eclipses são mais importantes do que outros. O de 29 de maio de 1919 varreu a África e a América do Sul. Isso mudou a física.

O astrônomo Arthur Eddington foi para a ilha do Príncipe. Ele fotografou estrelas perto do sol. Ele os marcou com linhas. Ele comparou suas posições antes e durante o eclipse.

O resultado? A gravidade do Sol desviou a luz dessas estrelas. Provou a teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Mudou a forma como entendemos o universo. Nada mal para uma tarde escura em 1919.

O que causa o efeito “anel de diamante”?

Os eclipses ficaram legais para todos. Não apenas cientistas. Frederick Goetz filmou este em 24 de janeiro de 1925. Ele capturou o anel de diamante. Ou as contas de Baily.

Acontece bem no início ou no final da totalidade. A lua cobre quase todo o sol. Quase. Cumes e crateras na superfície lunar deixam passar pequenos raios de luz solar. Ele brilha. Goetz chamou isso de “Sinais e Maravilhas”. Você não pode inventar isso.

Por que a coroa é tão quente em comparação com a superfície?

A tecnologia moderna nos mostra detalhes que nunca imaginamos. Tire uma foto da Califórnia em 11 de julho de 1991. A coroa parece nítida. Definido.

Mas guarda um mistério. A coroa é cerca de 300 vezes mais quente que a superfície do Sol. Como? Por que? Não sabemos totalmente.

Os eclipses nos permitem estudar isso. Se descobrirmos isso, podemos prever a atividade solar. Isso importa. As explosões solares podem fritar satélites. Eles podem destruir astronautas. Eles podem destruir redes elétricas na Terra. Saber quando eles acontecem nos ajuda a nos preparar.

Como os animais reagem quando o céu escurece?

O sol não é o único assunto. Veja o Chile, 2 de julho de 2019. O céu escureceu. As temperaturas caíram. Os pássaros pararam de cantar. Quase inteiramente.

Os pesquisadores estudam esse comportamento. O que os animais estão sentindo? Como eles percebem a escuridão repentina? É estranho. É fascinante. Isso quebra sua rotina normal.

Onde você pode ver a sombra da lua do espaço?

Ficando no chão, você erra a balança. Você vê a escuridão. Você sente o frio. Você não vê a geometria.

O Observatório Climático do Espaço Profundo da NASA (satélite DSCOVT) nos mostrou isso durante o eclipse de 8 de abril de 2024. Tirou fotos da órbita. Veja a mancha escura se movendo pelo planeta? Essa é a sombra da lua.

Se você estiver nesse lugar, você verá a totalidade. Se você estiver nas bordas, verá apenas um eclipse parcial. Isso coloca tudo em perspectiva. Somos pequenos. O sol é grande.

Percorremos um longo caminho desde os petróglifos. Imagine o que veremos daqui a alguns milhares de anos.

Ainda vamos olhar para cima?

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