A SpaceX está se movendo novamente.

O foguete gigante reutilizável conhecido como Starship tem como alvo quinta-feira, 23 de julho, seu próximo vôo de teste. Este não é apenas mais um lançamento. É o voo 13. Um marco crucial para o veículo que a empresa de Elon Musk está construindo para transportar humanos à Lua e, eventualmente, a Marte.

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Você pode assistir à tentativa ao vivo no Space.com se estiver interessado em ver 408 pés de metal desafiando a gravidade. Mas primeiro você precisa saber por que estamos recomeçando tão cedo.

Por que o voo 13 foi abortado?

Não saiu como planejado da última vez.

Em 16 de julho, a primeira tentativa desta missão específica terminou em aborto. No momento em que o booster Super Heavy ligava seus 33 motores Raptor, a sequência parou. O foguete nunca saiu da plataforma.

Musk explicou o problema logo depois via X.

“Para ter certeza de um bom voo, dois Raptors serão removidos e substituídos”, escreveu ele.

Esse é um reparo significativo para um teste tão inicial. Implica problemas subjacentes com esses motores específicos ou com os seus pontos de integração. A SpaceX esperava originalmente relançar em 20 de julho. No domingo, 19 de julho, essa data foi adiada. A nova meta: “não antes de quinta-feira”.

Isso faz sentido. Você não apressa os reparos em um foguete que pesa milhões de libras.

Starship versão 3 e a conexão Artemis

Esta não é a primeira vez que a Starship voa. Ele estreou em abril de 2023 e vimos alguns saltos suborbitais desde então. Mas o voo 13 traz a versão 3 da Starship.

A última iteração.

A versão 3 é a variante em que a NASA aposta para o seu programa Artemis. É aquele que provavelmente levará astronautas à superfície lunar. É também o veículo que a SpaceX espera transportar os primeiros humanos a Marte. Se a engenharia se mantiver, este voo ajudará a validar o projeto que acabará por mudar a forma como operamos no espaço.

Todos os voos atuais são suborbitais. Eles ainda não alcançam a órbita. Eles testam sistemas, escudos térmicos e desempenho do motor. Mas as apostas continuam aumentando.

O Perfil da Missão: Dois Booms, Um Splashdown?

O plano para o voo 13 imita a abordagem adotada no voo 12 em 22 de maio, mas com expectativas maiores.

Aqui está o detalhamento do que a SpaceX pretende desta vez:

  • Estágio Super Heavy Boost: O primeiro estágio visa voltar para a Terra. Em vez de cair, terá como alvo uma queda controlada no Golfo do México. Esta é uma venda difícil. Durante o vôo 12, problemas no motor fizeram com que o propulsor batesse na água em vez de pousar suavemente. A SpaceX quer ver se as substituições do motor resolvem os problemas de estabilidade.
  • Estágio superior da nave estelar: A própria nave voará meio mundo. O objetivo será um mergulho controlado na costa da Austrália Ocidental, no Oceano Índico.

O vôo 12 realmente teve sucesso na última parte. O estágio superior da Starship conseguiu chegar à Austrália Ocidental e pousar na água conforme planejado. O reforço foi o gargalo. Corrigir a trajetória de retorno do booster é provavelmente o foco principal da engenharia aqui.

Levando o futuro da Internet

Há outra carga útil desta vez. Um romance, na verdade.

A Starship transportará 20 satélites Starlink V3 de próxima geração para o espaço. Esses satélites nunca voaram antes. A SpaceX está construindo uma enorme constelação de 100.000 deles para a órbita baixa da Terra, e a Starship é o único veículo capaz de implantá-los em escala.

Mas não espere que eles fiquem lá em cima.

Como a Starship está em um perfil de voo suborbital, esses satélites não entrarão em órbita permanente. De acordo com a descrição da missão do voo 13, eles entrarão novamente e queimarão cerca de 20 minutos após a implantação.

Por que carregá-los?

É um teste. Um teste de estresse real para o hardware Starlink V3 dentro de um ambiente Starship. Isso prova que a integração funciona. Isso prova a função dos mecanismos de liberação. E fornece dados à SpaceX sobre como os satélites se comportam durante o lançamento e a reentrada inicial.

O caminho para a órbita

Ainda estamos muito longe de uma nave estelar que permaneça no espaço.

Cada teste é um ciclo de aprendizagem. Um aborto em julho significa que dois Raptors serão trocados. Um cronograma acelerado significa mais tempo para garantir que os motores funcionem corretamente. Um mergulho no Golfo do México em vez de uma torre de lançamento é uma vitória, mesmo que esteja molhado.

O objetivo é claro. Recupere o reforço intacto. Devolva o navio intacto. Repita até que um deles não precise mais descer.

O voo 13 é mais um passo nesse caminho irregular. Quinta à noite nos dirá se os reparos foram realizados.

Os Raptors se comportarão? O Super Heavy flutuará? Ou será que o Golfo do México reivindicará outro reforço?

Saberemos em alguns dias. Até então, é só esperar as luzes.

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