Silvio Sinibaldi diz isso claramente. A atividade humana dificulta a exploração. 🌑
Nós voltamos. Muito em breve. O programa Artemis não é apenas conversa, a NASA está desembarcando pessoas no Pólo Sul, e depois talvez ficando um pouco com uma base, o que significa mais viagens, mais foguetes. Muito mais.
E é aí que temos um problema. Um novo estudo acabou de ser lançado. A exaustão dos nossos módulos de pouso contém metano. Muito disso. Não fica parado. Ele voa ao redor da superfície lunar. E, ao fazê-lo, poderia contaminar permanentemente o gelo antigo que poderia conter os segredos de como a vida começou.
“Nossa atividade pode realmente dificultar a exploração científica.”
Pense nisso por um segundo. Subimos até lá para encontrar respostas sobre a origem da vida, mas o próprio ato de ir pode destruir a resposta antes de vê-la. 🧬
Fósseis congelados?
Por que o metano é importante aqui? Bem. Há gelo. Crateras escuras, sempre sombreadas perto dos pólos. Eles são cofres frios. Eles contêm detritos de asteróides e cometas que atingiram a Lua há bilhões de anos. Esse material inclui moléculas orgânicas prebióticas.
O que são exatamente? Ingredientes para a vida. Talvez o tipo exato que despertou a biologia na Terra.
No nosso próprio planeta perdemos quase toda a história molecular. A tectônica e a erosão consumiram tudo. A lua é diferente. Está estagnado. Frio. Seco. Os poços de gelo são um retrato preservado da química pré-biótica. Se estudarmos esse gelo, poderemos finalmente fechar a lacuna na compreensão de como a química morta se transforma em biologia viva.
Mas espere. Nós vamos invadir.
O estudo simula pousos de Artemis no Pólo Sul. O metano sai do motor. Na Terra, uma atmosfera retém gases ou os mistura. Na lua? Não há atmosfera.
O gás não flutua suavemente. Ele voa.
“Suas trajetórias são basicamente balísticas”, diz a física Francisca Paiva.
Eles pulam. De um ponto a outro. Rápido. Em menos de dois dias lunares, a pluma atinge o Pólo Norte. No espaço de uma semana lunar, aproximadamente sete meses terrestres, 42% desse metano fica retido no Pólo Sul, onde começou, misturando-se diretamente com aquelas antigas e preciosas bolsas de gelo. A evidência é inundada pelo escapamento.
Este não é um vazamento lento. É uma contaminação rápida. O sinal puro é abafado pelo ruído dos nossos motores.
Consertando
O jogo acabou. Provavelmente ainda não. Paiva ressalta que uma coisa pode ajudar. Se visarmos locais de aterragem mais frios, o metano poderá não viajar tão rapidamente ou espalhar-se tão amplamente. Mas isso requer conhecer melhor a mecânica da Lua e observar todos os produtos químicos que nossos foguetes expelem, não apenas o metano.
Existem também questões filosóficas maiores. Nós temos leis. Leis reais. Protegendo a Antártica, protegendo os parques nacionais da Terra do lixo e das pegadas humanas. A lua não deveria ter as mesmas proteções.
O gelo é frágil. A história não tem preço. Mas nossos motores estão barulhentos.
Talvez pousemos em outro lugar. Talvez voemos mais devagar. Talvez percebamos que não podemos ter as duas coisas: acesso total e preservação total. O que é mais importante, colocar forças no terreno ou manter a amostra pura para a ciência?
Estamos construindo as ferramentas necessárias. Ainda não decidimos se estamos dispostos a pagar o preço científico para chegar lá. O escapamento está chegando de qualquer maneira.























