O mundo prendeu a respiração em abril.
Três mortos em um navio de cruzeiro. Pânico no ar.
A OMS acabou de lançar a âncora nisso. Acabou o surto.
“Nenhum outro caso foi relatado.”
Foi Tedros Adhanom Ghebremesus falando na quinta-feira passada.
Aconteceu a bordo do MV Hondius. Bandeira holandesa. Saiu da Argentina em 1º de abril.
Vírus dos Andes envolvido. O estranho primo do hantavírus que realmente salta de humano para humano. Geralmente? Essas coisas ficam com os roedores. Excrementos de urina saliva. Chato, mas mortal se você não tomar cuidado.
Este quebrou as regras.
13 casos no total. Passageiros ou tripulação.
Mas o verdadeiro problema não eram os doentes do navio.
Foram as pessoas que saíram mais cedo.
Antes que alguém soubesse o que os estava atingindo, dezenas de pessoas saltaram em Santa Helena.
Adivinhe o que aconteceu a seguir?
Caos.
Bem, caos organizado. Uma caçada humana internacional aos contatos de doenças.
650 pessoas monitoradas em 33 países.
Quarentenas domiciliares. Bunkers hospitalares. 42 dias de espera porque às vezes os sintomas brincam de esconde-esconde.
As pessoas se preocuparam? Sim.
Os especialistas disseram para relaxar.
Os Andes não se espalham como um incêndio.
Outros sussurravam “potencial de pandemia” apenas para manter a adrenalina alta.
Isso importa?
Talvez.
Talvez não.
Os repatriados dos EUA encerraram seu isolamento em 21 de junho.
O contato final? Concluído em julho. Teste negativo. Fui para casa.
O silêncio se seguiu.
Tedros quer mais estudos. 21 países juntam-se para ver como esta coisa se comporta. Diagnóstico. Vacinas.
O crédito também vai para o governo espanhol. Fecharam Tenerife como uma fortaleza. Zona segura. Desembarcar. Quarentena.
Vital? Claro. Mas “vital” parece corporativo.
Essencial funciona melhor. Ou talvez apenas necessário.
Enquanto isso?
O Ébola não desapareceu. O Congo tem isso.
O vírus Marburg atingiu Uganda recentemente.
A mensagem permanece a mesma.
Cooperar ou morrer tentando?
Talvez muito dramático.
“Nenhum país sozinho pode lutar”, disse Tedros.
Ele não está errado.
Só um pouco clichê.
