Não faz sentido. A superfície do Sol queima a 9.932 Fahrenheit. A coroa? Milhões de graus mais quentes. Sabemos disso há anos. Isso quebra a termodinâmica básica.

Agora, há uma pista. Pó.

Especificamente, poeira cósmica percorrendo ondas magnéticas. Não se trata de elétrons ou íons, que ocuparam o centro das atenções durante décadas. Isso é coragem.

Syed Ayaz, da Universidade do Alabama, lidera o ataque. Sua equipe analisou dados da Parker Solar Probe da NASA. A espaçonave contornou a coroa a 3,8 milhões de milhas. Isso está perigosamente próximo.

Você conhece a coroa. Aquela auréola fantasmagórica durante um eclipse total. Parece escuro em comparação com o disco branco da fotosfera. Não porque está frio. Mas porque é fino. Plasma esparsamente distribuído ofuscado pelo grande volume em outros lugares.

“Durante décadas, os pesquisadores concentraram-se principalmente… Nosso trabalho acrescenta um novo ingrediente.”

Aqui está o chute. Parker não carrega detector de poeira. Por que? Porque os cientistas não achavam que a poeira sobrevivesse ao calor. Eles presumiram que iria vaporizar. Isso não poderia importar.

Eles estavam errados. Ou pelo menos, eles estavam faltando alguma coisa.

O experimento FIELDS de Parker mediu picos eletromagnéticos. Picos de tensão que não deveriam acontecer. Ayaz percebeu o que estava atingindo o navio. Pequenos grãos de poeira. Movendo-se rapidamente. Eles colidem com a espaçonave e criam nuvens de partículas carregadas.

Essa carga interage com o vento solar. Atinge as ondas Alfvén. Essas são ondas de plasma reverberando através do campo magnético do Sol.

Como a poeira os altera?

Duas maneiras.
Massa adiciona inércia. Poeira pesada torna o arrasto do plasma mais difícil. A energia viaja mais profundamente na coroa antes de liberar seu calor.
A carga aumenta a interação. A eletricidade estática na poeira aumenta as colisões entre as partículas e o campo magnético. A energia é liberada localmente. Aquecimento instantâneo.

“Se a massa de poeira dominar, a energia das ondas poderá viajar mais longe”, observa Ayaz. “Se os efeitos da carga de poeira dominarem… aquecimento de partículas.”

O equilíbrio muda o alvo. Onde a energia cai determina onde a temperatura aumenta. A poeira não é apenas detritos. É um condutor de distribuição de energia.

Temos que repensar o modelo. As missões futuras precisam de melhores sensores de poeira. Não é mais um ruído de fundo opcional.

Uma questão permanece.

A poeira está apenas passando? Ou está realmente moldando a tempestade? Ainda não sabemos. Estamos apenas começando a ver isso.

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